1O que são parasitoses?
Os parasitas são organismos que vivem em associação com outros seres vivos, onde encontram abrigo e retiram o alimento necessário para a sua sobrevivência. Essa relação infecciosa resulta em danos ao organismo hospedeiro, definindo, assim, o estado de parasitose.
As parasitoses são endêmicas em países menos desenvolvidos, motivo pelo qual são consideradas um grave problema de Saúde Pública. A infecção por parasitas apresenta maior prevalência em locais e/ou populações carentes de saneamento básico, locais em que muitos parasitas encontram as condições ideais de reprodução e disseminação. Entretanto, em grandes cidades que disfrutam de sistemas de saneamento básico efetivo, ainda podemos encontrar casos, mesmo que pontuais, de infecções parasitárias.
2Quais são os principais tipos de parasitas?
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Diante do cenário descrito acima, sabemos que os parasitas intestinais estão entre os patógenos mais encontrados em seres humanos. Eles constituem um grupo amplo de parasitas que são representados principalmente pelos protozoários e os helmintos. Dentre os helmintos, os que parasitam os seres humanos com maior frequência são os nematelmintos Ascaris lumbricoides (ascaridíase) e Trichuris trichiura (tricuríase) e os ancilostomídeos (ancilostomose). Já dentre os protozoários, temos a Entamoeba histolytica (amebíase) e a Giardia lamblia (giardíase).
Entretanto, não podemos deixar de lado os ectoparasitas, outra classe de parasitas que, apesar de não causarem desordens intestinais, causam parasitoses como sarna (escabiose) e piolho (pediculose), ambas muito frequentes, principalmente em crianças.
Conheça as principais classes de parasitas humanos, qual a doença causada por cada um deles e a qual agente etiológico eles estão relacionados.
No grupo dos protozoários: temos a Giardíase, causada por Giardia lamblia; a Tricomoníase, relacionada ao Trichomonas vaginalis; a Toxoplasmose, cujo agente etiológico é o Toxoplasma gondii; a Doença de Chagas, provocada pelo Trypanosoma cruzi; a Malária, associada ao Plasmodium sp.; e a Amebíase, cujo agente é a Entamoeba histolytica.
Já no grupo dos helmintos, destacam-se as infecções por Teníase e cisticercose, ocasionadas pelo Taenia sp; a Esquistossomose, causada pelo Schistosoma mansoni; a Filariose Linfática, associada ao Wuchereria bancrofti; e a Ascaridíase, provocada pelo Ascaris lumbricoides.
Na categoria dos ectoparasitas, incluem-se a Escabiose, cujo agente etiológico é o Sarcoptes scabiei, e a Pediculose, associada ao Pediculus humanus capitis. Essas informações oferecem uma visão abrangente das diferentes classes de parasitas humanos e das enfermidades que podem desencadear.
3Como as parasitoses são identificadas e como é feito o tratamento?
As parasitoses intestinais são identificadas por exames laboratoriais (normalmente exames de sangue e de fezes são suficientes) e cada uma delas segue um protocolo de tratamento específico para que a desparasitação seja feita da forma adequada e eficaz. Os tratamentos são baseados na administração oral de medicamentos que impedem o ciclo de vida e/ou a proliferação dos parasitas dentro (e fora, no caso dos ectoparasitas) do organismo humano, além da adoção de práticas que evitem a reinfecção, normalmente associadas a uma rotina de higiene e melhora nas condições de saneamento básico.
4O que é a desparasitação?
A desparasitação consiste na eliminação de parasitas que habitam o organismo humano, podendo ser adotada como tratamento de parasitoses previamente diagnosticadas e como prevenção a uma possível infecção. Ela existe com o objetivo de prevenir infecções, melhorar a saúde em geral e para a promoção da Saúde Pública.
Os protocolos de desparasitação para tratamento e controle normalmente consistem em uma avaliação médica para orientar um diagnóstico adequado e medicação específica para a eliminação da infestação. Ainda, pode ser feito um ajuste na dieta, já que uma dieta equilibrada pode auxiliar no processo de eliminação de parasitas e a orientação de adoção de medidas de higiene rigorosa, tanto pessoal quanto ambiental, que deve ser mantida durante e após o tratamento com o objetivo de evitar reinfecções.
5Como fazer a desparasitação e quando ela é indicada?
As desparasitações são uma medida preventiva e curativa essencial para a manutenção da saúde e o bem-estar da população, mas devem ser feitas sob orientação e supervisão médica ou através de protocolos de desparasitação aprovadas pelo sistema de saúde brasileiro.
Atualmente, vemos diversos protocolos de desparasitações profiláticas em redes sociais, feitas com o objetivo de evitar uma possível infecção parasitária. Esses protocolos geralmente se baseiam no uso de tratamentos alternativos, como a administração de chás, suplementações, tinturas e outras formas farmacêuticas, além da profilaxia com medicamentos antiparasitários. Esse tipo de tratamento deve ser rigorosamente avaliado quanto à prescrição e a recomendação, uma vez que o uso indiscriminado de antiparasitários pode conduzir ao desenvolvimento de resistência, com redução da eficácia dos fármacos usados atualmente como primeira linha de tratamento.
As medidas preventivas que devem ser adotadas pela população são as direcionadas para interromper o ciclo epidemiológico, visto que as desparasitações nem sempre evitam as reinfecções. Dessa forma, é fundamental o acesso ao saneamento básico e medidas de higiene pessoal, como a lavagem das mãos, a lavagem de frutas e vegetais, consumir água filtrada e evitar carnes mal-cozidas.
O ministério da Saúde classifica a necessidade de tratamento preventivo para a população por categorias de risco, conforme descrito na tabela abaixo. O Brasil reduziu a prevalência de parasitoses intestinais para inferior a 20%, saindo da condição endêmica de infecções parasitárias, não necessitando mais da administração em massa de medicações antiparasitárias (terapia em massa recomendada de uma a duas vezes ao ano, de acordo com a prevalência de infecções por região). Atualmente, a OMS recomenda a desparasitação profilática com o uso de medicamentos antiparasitários apenas nos países com prevalência de infecções acima de 20%.
Áreas com sistema de saneamento básico adequado como os grandes centros urbanos e cidades urbanizadas em geral, são consideradas de baixo risco endêmico para parasitoses. Dessa forma, a desparasitações sem comprovação não são recomendadas. Nessas regiões, a desparasitação deve ser tratada de forma individualiza.
Como vimos, a desparasitação em humanos é uma medida preventiva e curativa, importante para manter a saúde da população. Ela deve ser feita de acordo com as condições sanitárias de cada população, podendo ser feita ainda de forma individualizada, mas sempre feita sob supervisão e orientação de profissionais de saúde habilitados ou órgãos de saúde. Ainda, adotar hábitos de higiene pessoal, praticar uma alimentação saudável e buscar tratamento adequado são passos essenciais para garantir um organismo livre de parasitas e promover uma vida mais plena e saudável.
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