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Impotência sexual feminina existe? Entenda o que é e como se cuidar

9 min de leitura📑 5 capítulos📅 Revisado em 23/02/2023
Impotência sexual feminina existe? Entenda o que é e como se cuidar
Neste artigo (5 capítulos)
  1. 01O que é impotência sexual feminina 
  2. 02Principais causas da disfunção feminina 
  3. 03Tratamento e como se cuidar para uma vida sexual saudável 
  4. 045 cuidados para a prevenção e tratamento contra a impotência sexual feminina
  5. 05Por fim, não se sinta sozinha! 

Resposta rápida

A saúde sexual feminina ainda é um tema que sofre muitos tabus. No entanto, é preciso falar sobre o assunto. E, neste artigo, abordamos umas discussões mais importantes sobre o tema: a impotência sexual feminina. Entenda!

Não dá para falar sobre saúde sem considerar o aspecto da vivência sexual. Afinal, ela está diretamente relacionada à qualidade de vida dos seres humanos por se tratar de uma questão que impacta diretamente o bem-estar emocional e físico de todos. 

No entanto, falar sobre o assunto ainda é um desafio das sociedades atuais, sobretudo quando o tema é a saúde sexual feminina. 

Nesse caso, diversos tabus e preconceitos inibem que mulheres vivam a sua saúde sexual de forma plena e saudável, o que pode acarretar o desenvolvimento de uma impotência sexual feminina. 

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada com 100 mulheres cisgênero observou que uma média de 49% dessas apresentavam algum tipo de disfunção sexual, sendo apenas 15% diagnosticadas. 

Tendo isso em vista, é possível compreender a importância de falar sobre esse assunto.

E, neste artigo, você entende o que é a impotência sexual feminina, quais são suas causas e possíveis sintomas e os cuidados e tratamentos necessários para os casos identificados. 

Continue sua leitura! 

1 O que é impotência sexual feminina 

A impotência sexual, ou transtorno de excitação sexual feminina, é caracterizado pela dificuldade, seja ela biológica, psicológica ou cultural/social, em alguma das fases da resposta sexual: desejo, excitação, orgasmo e resolução. 

Na mulher, a disfunção também pode ser encadeada por vaginismo/dispareunia, condição que gera dor na mulher durante a penetração, e condições uroginecológicas, como cistites, incontinência urinária e vulvovaginites. 

Essa disfunção afeta a saúde sexual da mulher e pode gerar crises conjugais, problemas de autoestima e, até mesmo, o desenvolvimento de quadros de sofrimento mental, como ansiedade, estresse, depressão e problemas de autoestima. 

É importante ressaltar que a disfunção sexual feminina possui uma forte influência das fases da vida da mulher, como ciclo menstrual, gravidez, amamentação, menopausa, faixa etária, entre outras. 

Nesse sentido, a mulher pode apresentar até 4 tipos de disfunções que devem ser diagnosticadas com auxílio médico especializado, sendo elas: 

      1. Transtorno do desejo sexual hipoativo 

    Afeta diretamente a libido da mulher. Ou seja, o desejo pelo ato sexual.

    Mulheres com esse transtorno apresentam pouco ou nenhum desejo pela experiência, tendo bloqueios, até mesmo, para fantasiar e imaginar situações que as excitam.

    No comportamento, são mulheres que, dificilmente, tomam a iniciativa pela relação sexual. 

        1. Disfunção da excitação sexual feminina 

      Essa disfunção, também conhecida como frigidez feminina, tem impacto direto na excitação e lubrificação da mulher. Nesse caso, o desafio é se manter excitada durante o ato sexual.

      Essa falta de lubrificação pode ocorrer por fatores físicos, como lubrificação vaginal insuficiente, emocionais, como ansiedade, tensão e estresse, ou químicos, como efeito colateral de medicações que podem causar ressecamento vaginal. 

      Nesse caso, a mulher tende a sentir pouco ou quase nenhum prazer durante a relação, não alcançando o orgasmo e, até mesmo, podendo sentir dor e desconforto. 

          1. Disfunção do orgasmo feminino 

        Essa difusão é a que mais afeta mulheres adultas de diversas faixas etárias. Ela acontece quando a mulher não atinge o orgasmo em suas relações, vivendo experiências sexuais que geram frustração por não atingir o ápice do prazer durante o ato. 

        Nesse caso, as razões podem ser diversas, tanto físicas quanto psicológicas, mas vale sempre avaliar as circunstâncias envolvidas nesse processo, sobretudo se a relação sexual em si está sendo satisfatória a ponto de levar a mulher ao ápice da excitação.

            1. Disfunção genito-pélvica-feminina 

          Essa também é uma das disfunções sexuais femininas mais comuns. Pode se apresentar como dor, queimação/ardência ou formigamento.

          Sua principal causa tem ligação direta com vaginismo, além de também sofrer impacto de questões relacionadas ao nervosismo durante a relação, traumas de abuso, entre outras situações que afetam o lado emocional da mulher.

          Pode também ter relação física/biológica, como contração da musculatura pélvica e, até mesmo, a falta de lubrificação. 

          2 Principais causas da disfunção feminina 

          “Quando a gente pensa nas causas das disfunções sexuais femininas, a gente precisa pensar que a ciência ainda não chegou a uma única etiologia, a um único motivo”, afirma a psicóloga e especialista em Sexualidade Humana pela FMUSP, Fernanda Bonato, em entrevista à BBC News Brasil .

          Portanto, é importante compreender que as causas podem ser muitas e que, inclusive, não há consenso científico sobre o tema. 

          No entanto, diversos estudos mostram que questões físicas, psicológicas e, até mesmo, culturais, podem ter impacto direto no desenvolvimento na disfunção sexual feminina. 

          Portanto, elas podem ter origem: 

              • Biológicas. 
              • Químicas. 
              • Psíquicas. 
              • Sociais. 
              • Históricas. 
              • Culturais. 

            Confira algumas dessas causas: 

                • Baixo nível de testosterona. 
                • Baixo nível de estrogênio devido à menopausa ou insuficiência ovariana prematura. 
                • Doenças cardíacas. 
                • Diabetes. 
                • Câncer. 
                • Artrite. 
                • Esclerose múltipla. 
                • Endometriose. 
                • Uso excessivo de bebidas alcoólicas. 
                • Doença pélvica ou genital. 
                • Crenças limitantes sobre a vida sexual, o que pode ter influência da cultura social ou de dogmas religiosos. 
                • Doenças relacionadas à angústia mental, como estresse, depressão, ansiedade, transtornos alimentares. 
                • Medo de gravidez indesejada, causando tensão e preocupação durante relações sexuais com homens cisgênero. 
                • Efeito colateral de medicamentos para tratamento de doenças como depressão, ansiedade e pressão arterial. 
                • Traumas por situações de abuso sexual. 

              3 Tratamento e como se cuidar para uma vida sexual saudável 

              O tratamento pode variar de acordo com o caso de cada mulher. Em disfunções relacionadas a questões psíquicas, por exemplo, a psicoterapia é a melhor opção.

              Já no caso de questões físicas/biológicas, o ideal é consultar um médico especialista que poderá lhe orientar corretamente sobre o que precisa ser feito. 

              É importante ressaltar que cada tratamento pode demandar atividades, medicamentos e ajudas especializadas diferentes, assim como também pode acontecer da impotência sexual feminina desaparecer sem a necessidade de um tratamento prévio. 

              Afinal, tudo depende das causas que têm gerado esse problema e o que precisa ser feito para que o tratamento alcance bons resultados. 

              Por fim, é de extrema importância que a mulher que identifica sintomas de disfunção sexual saiba que existem cuidados do dia a dia que podem prevenir ou melhorar essa condição.

              Confira a lista a seguir! 

              45 cuidados para a prevenção e tratamento contra a impotência sexual feminina

                  1. Consulte regularmente uma equipe multidisciplinar de médicos 

                É comum que a mulher sinta que há algo de errado, mas não consiga identificar sozinha o que tem acarretado nesses sintomas. 

                Nesse caso, o recomendado é consultar médicos de diversas especialidades e reportar sobre o que vem acontecendo para que a causa seja identificada.

                Vale consultar ginecologista, fisioterapeuta pélvico, psicólogos, psiquiatras e demais especialistas que possam ter ligação com o seu problema, como no caso de falta de libido devido a ingestão de medicamentos anti-hipertensivos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina e drogas quimioterápicas, 

                Ou seja, se você, por exemplo, toma remédios para controle da pressão arterial e acredita que ele possa estar reduzindo a sua libido, consulte seu cardiologista. 

                    1. Tenha uma boa alimentação e pratique exercícios físicos 

                  Ter uma boa alimentação contribui para a saúde do corpo humano de forma geral. Por isso, é evidente que preservar esse bom hábito também contribui para os cuidados com a vida sexual. 

                  Uma alimentação equilibrada permite que a mulher tenha mais disposição, consuma vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo e mente, além de contribuir para o controle da obesidade, fator que pode impactar, devido a questões culturais da sociedade, a autoestima da mulher. 

                  Além disso, é muito importante manter uma prática regular de exercícios físicos. Ao exercitar o corpo, a mulher libera hormônios, como endorfina e serotonina, que contribuem para o aumento da sensação de bem-estar e disposição do corpo.

                  A prática de exercício também auxilia no tratamento de ansiedade e depressão, podendo ser uma prática essencial para mulheres que estão tendo a vida sexual impactada por essas questões. 

                  Portanto, fica evidente que esses são cuidados importantes para o dia a dia da mulher que busca uma melhora na sua saúde sexual.

                      1. Pratique pompoarismo 

                    Para mulheres que sentem ardências e dores durante o ato, o pompoarismo pode ser uma prática de cuidado que pode ajudar a tratar essas questões. 

                    O pompoarismo consiste em um exercício de contração dos músculos do períneo vaginal e é bastante recomendado a mulheres que desejam ter mais prazer sexual. 

                    O exercício, além de oferecer benefícios físicos ao corpo da mulher, por fortalecer os músculos do assoalho pélvico, também contribui para uma melhora da autoestima feminina.

                    Isso porque a prática constante do pompoarismo permite que a mulher conheça melhor o próprio corpo, compreendendo, de forma mais sensível, quais são os seus pontos de prazer, sentindo-se mais confiante para o momento da relação sexual com o outro.

                        1. Busque por estimulantes fitoterápicos  

                      Os suplementos naturais podem oferecer diversos benefícios para a saúde da mulher, sobretudo para o tratamento e cuidado contra a disfunção sexual. 

                      A maca peruana, por exemplo, é um fitoterápico rico em macrominerais, esteroides, flavonoides, proteínas, carboidratos, fibra e vitaminas B1, B2, B12, C.

                      Essa combinação melhora a disposição da mulher e auxilia na produção de hormônios importantes para a estimulação da libido feminina. 

                      Na BS Pharma, você encontra diversos outros estimulantes fitoterápicos para a melhora da performance sexual da mulher. Conheça alguns! 

                            1. Se toque! 

                          A masturbação feminina ainda é um grande tabu social. No entanto, é preciso falar mais sobre a importância dessa prática extremamente saudável para a vida da mulher adulta. 

                          Isso porque a masturbação, além de elevar a conexão da mulher consigo mesma e desenvolver a autoestima e o autoconhecimento, a prática também oferece diversos benefícios à saúde feminina. 

                          Durante o toque, a mulher é capaz de liberar hormônios como dopamina (felicidade), oxitocina (amor), testosterona (melhora a resistência e a excitação), endorfina (analgésico natural e diminuição do estresse), e prolactina (influência na lactação, no humor e no sistema imunológico). 

                          Tudo isso contribui para o cuidado e tratamento da impotência sexual, pois pode diminuir sintomas psíquicos, como ansiedade e estresse, e físicos, como falta de energia e queda de hormônios. 

                          5 Por fim, não se sinta sozinha! 

                          Como citamos ao longo do artigo, a impotência sexual feminina, ainda que pouco falada, afeta uma grande da população de mulheres cisgênero. 

                          Se esse for o seu caso, não tenha vergonha de buscar ajuda especializada. Afinal, a sexualidade feminina deve ser vista como algo natural à saúde da mulher e que beneficia todo o seu bem-estar pessoal, físico, social e mental. 

                          Vale ressaltar que a indústria farmacêutica e os estudos científicos vêm avançando para assistir, de forma mais sensível e assertiva, mulheres que sofrem com essa condição, indicando um avanço nas discussões sobre a pauta. 

                          No site da BS Pharma, por exemplo, você encontra diversos estimulantes fitoterápicos com fórmulas naturais feitas especialmente para o tratamento da disfunção feminina. Acesse o site e conheça! 

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